Quando me perguntar o por quê, eu não vou conseguir responder. Eu te peço desculpas por exigir demais de você. Peço desculpas por me fechar sempre. Não é retroceder, é não continuar. Ficar parada. Cessar. E, eu te peço desculpas por isso e por todo o resto.
Me calei mais uma vez. Porque mais uma vez assuntos que me causam mal e que talvez você sabe, mas não sabe direito, parecem te incomodar. Não por ser ruim pra você, eu acho, mas por ser de novo o mesmo assunto. O qual você não quer ouvir mas não me diz.
Eu não virei a chave e, te enfado com isso.
E se me perguntasse o que você fez, eu diria que você não fez nada. Apenas ficou em silêncio, não disse nada que eu precisasse ouvir. Se distraiu, mais uma vez... E o assunto que nem começou ficou pairando no ar, mas eu peguei de volta e guardei o que poderia ter soltado. O quê, eu nem sei.
Eu não te culpo, sou eu que não sei lidar. Sou eu que não sei.
Me perdoe por isso. Por exigir algo que você não é obrigado. E não é... ninguém é!
Quando me perguntar, eu não saberei dizer. Nem me pergunte. Por favor.
Enquanto digito o que consigo transportar através de cada dÃgito, vou liberando espaço, entre o vazio que eu não te disse e o tudo o que eu queria falar para mim mesma.
Me perdoe.
Eu não queria ser tão complicada assim. Mas se ainda quiser me ouvir, leia as minhas palavras, elas falam por mim.
